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6.11.15

A aranha que não pagou bilhete

A mulher deu um grito e um salto no banco do overground da manhã. Era uma aranha preta, não muito grande; já vi bem maiores. É a altura delas. Provavelmente trouxe-a de casa. Antes que mais gente entrasse em devaneios, ou que alguém a calcasse, usei a revista que tinha na mão para a deixar na paragem mais próxima, West Hampstead. Ela de imediato fez um fio de teia para descer o que só ajudou quando a tive de deixar na plataforma. Mais um gritinho. "É só uma aranha, my dear".

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